quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ITIL


ITIL (Information Technology Infrastructure Library) é o framework para gerenciamento de serviços de TI, mais adotado mundialmente. A utilização das melhores práticas contidas na ITIL V3 (versão atual) ajuda as organizações a atingirem seus objetivos de negócio utilizando apropriadamente os serviços de TI.

A ITIL foi desenvolvida no final dos anos 80 pelo governo britânico, primeiramente como CCTA (Central Computer and Telecommunications Agency) e futuramente pela OGC (Office of Government Commerce), a partir da necessidade do governo de ter seus processos organizados na área de TI.

Durante a década de 90, várias organizações europeias privadas passaram a adotar essas melhores práticas, o que acabou popularizando as publicações. Hoje, já na versão 3, a ITIL é uma marca mantida pela empresa Alexos, uma joint venture entre a UK Cabinet Office e a Capita, uma empresa especializada em gestão de processos de negócio.

A ITIL busca promover a gestão com foco no cliente e na qualidade dos serviços de tecnologia da informação (TI).

A ITIL lida com estruturas de processos para a gestão de uma organização de TI apresentando um conjunto abrangente de processos e procedimentos gerenciais, organizados em disciplinas, com os quais uma organização pode fazer sua gestão tática e operacional em vista de alcançar o alinhamento estratégico com os negócios. ITIL dá uma descrição detalhada sobre importantes práticas de IT com checklists, tarefas e procedimentos que uma organização de IT pode customizar para suas necessidades

Equipe de Trabalho

Pessoas articuladas e metódicas que seguem procedimentos; Habilidades para identificar problemas, e facilidade para priorizar e resolvê-los; Habilidades interpessoais/discernimento para saber priorizar os Negócios; Consciência Empresarial para explicar problemas de forma coerente.

Benefícios

Redução do volume de Incidentes; - Aumento da qualidade dos Serviços; - Cultura de aprender com os erros do passado; - Redução dos custos de TI.

Em sua última versão, a ITIL está agrupada em cinco volumes: Estratégia de Serviço, Desenho de Serviço, Transição de Serviço, Operação de Serviço e Melhoria Contínua do Serviço. Esses cinco volumes são compostos ao todo por 26 processos e quatro funções.

Estratégia de Serviço

Nesta etapa são realizadas as considerações necessárias para encontrar e definir as melhores estratégias a serem adotadas para que empresa desenvolva os serviços e cresça conforme o esperado. Define alguns conceitos para elaboração das estratégias e inclui os processos Gerenciamento Financeiro de Serviços de TI, Gerenciamento de Portfólio de Serviços e Gerenciamento de Demandas.

Desenho de Serviço: Estratégia bem delineada, é hora de apresentar protótipos que possibilitem a visualização daquilo que será desenvolvido. Inclui os processos Gerenciamento de Catálogo de Serviços, Gerenciamento do Nível de Serviço, Gerenciamento de Capacidade, Gerenciamento de Disponibilidade, Gerenciamento de Continuidade de Serviços de TI, Gerenciamento de Segurança da Informação e Gerenciamento de Fornecedores (Gerenciamento de Nível de Serviços).

Tansição de Serviço

Este volume orienta a respeito da implantação do serviço, bem como mudanças, no ambiente de produção. Os seus principais processos são Gerenciamento de Mudança, Gerenciamento de Configurações e Ativos de Serviço, Gerenciamento do Conhecimento.

Operação de Serviço

Com os serviços em funcionamento, a Operação de Serviço visa gerir com a melhor qualidade, a infraestrutura, a tecnologia e as aplicações por trás do serviço. Para esta etapa os processos principais são Gerenciamento de Evento, Gerenciamento de Incidente, Cumprimento de Requisição, Gerenciamento de Acesso e Gerenciamento de Problemas.

Otimizando os processos e qualificando os serviços
Os benefícios de se seguir as melhores práticas recomendadas pela biblioteca, adaptando-as ao negócio, são inúmeros. Dentre eles, podemos citar uma TI mais alinhada as necessidades do negócio e seus riscos; processos mais bem planejados, consistentes e mensuráveis; entrega mais eficiente do serviço; e uma experiência do cliente mais satisfatória com relação a área de tecnologia da informação.
Muitos são os que consideram impossível aplicar as boas práticas da ITIL à ambientes já em produção, porém, estes, devem analisar se são as práticas que são inaplicáveis ou o paradigma do negócio que precisa ser alterado.

Tanto empresa quanto profissionais de TI, devem investir na biblioteca, para otimizar os processos e entregar os serviços ao cliente com agilidade e qualidade, sempre focando a tecnologia e as soluções no negócio.

Referências

  • Mundo ITIL. "O que é ITIL"
    Disponível em <http://www.mundoitil.com.br>
  • GetAwayAutomação. "ITIL"
    Disponível em <http://www.getwayautomacao.com.br/website/arquivos/ITIL.pdf>
  • Project Builder. "O que é ITIL e o como ele se encaixa na área de TI da sua empresa"
    Disponível em <http://www.projectbuilder.com.br/blog-pb/entry/pratica/o-que-e-itil-e-o-como-ele-se-encaixa-na-area-de-ti-da-sua-empresa?/"

COBIT

O Cobit (Control Objectives for Information and related Technology) é um framework de gestão baseado no COSO, para ser aplicado à TI de uma organizaçao. É um modelo de negócio e ge gestão para governança e gestão de TI corporativa.

Encontra-se na versão 5 e foi criado para atender as necessidades de controla da organização relacionadas à GTI.

Seu objetivo é otimizar os investimentos de TI, assegurar a entrega de serviços, prover métricar para acompanhar o desempenho de TI, otimizar o valor gerado pela TI, permitir que a TI seja gerenciada, criar uma linguagem comum entre TI e o negócio para a governança e gstão de TI.

Os princípios do COBIT

  • Atender as necessidades dos stakeholders criando valor e gerando lucro
  • Cobrir a organização de ponta a ponta
  • Aplicar um framework único e integrado: COSO, ISO 9000, CMMI, ITIL, etc
  • Possibilitar uma abordagem holística
  • Separar a governança da gestão

Domínio do COBIT5

  • Domínio 1 - Avaliar, dirigir e monitorar: as responsabilidades também  são atribuídas a direção, nao só ao operacional; é de todos
  • Domínio 2 - Alinhar, planejar e organizar: define como TI pode contribuir para melhorar os objetivos de negócio, estratégia, gerencia de portfólio, etc;
  • Domínio 3 - Construir, adquirir, implementar: torna a estratégia de TI concreta, gerenciamento de disponibilidade e capacidade;
  • Domínio 4 - Entregar, servir e suportar: entrega de serviços de TI para atender estratégias
  • Domínio 5 - Monitorar, avaliar e analisar: monitora o desempenho dos processos de TI, avaliando a conformidade com objetivos e requisitos

Referências

  • ISACA. "COBIT 5"
    Disponível em <http://www.isaca.org/cobit/pages/cobit-5-portuguese.aspx>
  • DevMedia. "Integrando Governança de TI com COBIT e ITIL"
    Disponível em <http://www.devmedia.com.br/integrando-governanca-de-ti-com-cobit-e-itil/28935>
     

Governança Corporativa e de TI

 
Governança é a maneira como o poder é exercido na administração de recursos. Podemos ter a governança corporativa e a governança aplicada ao TI da empresa, a governança de TI.

A necessidade de se ter uma política de governança se deu, pois ao longo do tempo a complexidade das organizações, concorrência e partes interessadas aumentaram muito.

A governança corporativa é o conjunto de regras e costumes para regular a maneira como a empresa é administrada, favorecendo interesses mútuos, que envolvem funcionários, acionistas, fornecedores entre outros.

Basicamente, a governança corporativa tem como objetivo recuperar e garantir a confiabilidade de uma determinada empresa para os seus acionistas, criando um conjunto eficiente de mecanismos (de incentivos e monitoramento), a fim de assegurar que o comportamento dos executivos esteja sempre alinhado com o interesse dos acionistas.

A governança de TI é a maneira como a empresa será gerida sob a ótica de TI, pela alta administração e diretos em conjunto com os gestores de TI. É a tecnologia da informação alinhada aos objetivos da organização. A GTI deve garantir que a TI sustente e amplie as estratégias e objetivos da empresa

O grande desafio do governante de TI é o de transformar os processos em “engrenagens” que funcionem de forma sincronizada a ponto de demonstrar que a TI não é apenas uma área de suporte ao negócio e sim parte fundamental da estratégia das organizações.

A governança de TI tem o papel de criar estes controles de forma que a TI trabalhe de uma maneira o mais transparente possível perante  stakeholders (executivos, conselho de administração, acionistas). O framework, ou guia de melhores práticas mais utilizado no mundo em se falando de governança de TI é o COBIT, mantido pela ISACA.

A avaliação de governança de TI deve enfocar temas e processos que fortaleçam a conexão da TI ao negócio da organização, como por exemplo, envolvimento da alta administração, planejamento, gestão de riscos e de resultados e outros processos que lhes dão suporte.

Objetivo da governança de TI

  • Alinhar e priorizar as iniciativas de TI com a estratégia do negócios
  • Alinhar a arquitetura de TI, sua infra-estrutura e aplicações às necessidades do negócio, em termos de presente e futuro
  • Prover regras claras para as responsabilidades sobre decisões e ações relativas a TI no âmbito da empresa.
  • Prover a TI da estrutura de processos que possibilite a gestão do seu risco para a continuidade operacional da empresa
  • Permitir a TI ter posicionamento mais claro e consistente em relação as demais áreas da empresa
  • Prover a TI os processos operacionais e de gestão necessária para atender os serviços de TI, conforme padrões que atendam as necessidades do negócio

Referências

  • Stefanini. "Governança de TI: diferencial competitivo"
    Disponível em <http://stefanini.com/br/2014/04/governanca-de-ti-diferencial-competitivo/>
  • DevMedia. "Governança de TI e COBIT"
    DisponÍvel em <http://www.devmedia.com.br/governanca-de-ti-e-cobit/27577>
  • Oficina da Net. "O que é Governança de TI?"
    Disponível em <https://www.oficinadanet.com.br/post/12712-o-que-e-governanca-de-ti>
     
  • Coyoti. "Governança em TI"
    Disponivel em <http://coyoti.com.br/blog/governanca-em-ti/#more-616>

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Sistemas de Informação Financeiro


Esses sistemas são responsáveis pela administração de ativos financeiros visando o retorno ao investimento, se responsabiliza pela identificação de novos ativos financeiros através de informações externas.

Os sistemas computadorizados de informação financeira apoiam os gerentes financeiros nas decisões relativas ao financiamento de uma empresa, alocação e controle de recursos financeiros. As principais categorias de sistemas de informação financeira incluem a administração de caixa e investimentos, previsão e planejamento financeiro.

Principais categorias de sistemas  de informação financeira

  • Administração de Caixa
    Coletam informações em tempo real sobre o fluxo de caixa dentro de uma empresa. Os sistemas de administração de caixa permitem que as empresas depositem ou invistam mais depressa os fundos em excesso, produzem previsões de fluxo de caixa, que são utilizados para identificar futuros déficits ou excessos de caixa
  • Administração de Investimentos On-line
    Muitas empresas investem seus excessos de caixa em títulos negociáveis de baixo risco a curto prazo ou em alternativas de maior retorno e risco, de forma que a renda do investimento seja obtida até que os fundos se tornem necessários. Os serviços on-line de administração de investimentos estão disponíveis em centenas de fontes on-line na Internet e em outras redes, ajudam o gerente financeiro a tomar decisões de compra, venda ou retenção para cada tipo de título de forma a desenvolver uma composição ótima de títulos que minimize riscos e maximize receitas de investimento para a empresa
     
  • Orçamento de Capital
    O processo de orçamento de capital envolve a avaliação da rentabilidade e impacto financeiro de propostas de dispêndios de capital, essa aplicação faz uso intenso de modelos de planilha eletrônica que incorporam a análise do valor atual dos fluxos de caixa esperados e a análise de probabilidade de riscos para determinar a combinação ótima de projetos de capitalização para a empresa
  • Previsão e Planejamento Financeiros
    Diversos pacotes de previsão financeira fornecem técnicas analíticas que resultam em previsões financeiras ou econômicas locais e nacionais. Sistemas de Planejamento Financeiro utilizam modelos de planejamento financeiro para avaliar o desempenho financeiro atual e o projetado de uma empresa. Os sistemas de planejamento financeiro utilizam previsões financeiras relativas à situação econômica, operações das empresas, tipos de financiamentos disponíveis, taxas de juros e preços de ações e obrigações para desenvolver um plano ótimo de financiamento para a empresa

Vantagens

  • Informações mais exatas e acessíveis
    As informações financeiras de uma empresa muitas vezes ficam espalhadas em diferentes bancos de dados, dispostas de forma desordenada e de difícil acesso. O uso de bloquinhos de papel, em oposição a um sistema de gestão financeira empresarial automatizado, também é comum entre pequenos e médios empresários.
  • Facilidade para organizar as despesas
    O programa de gestão financeira empresarial permite a organização das contas a pagar por data, categoria e centro de custo.
  • Melhor planejamento e análise estratégica mais eficiente
    Um sistema automatizado de gestão auxilia o empreendedor a responder questões importantes como “quais serão os principais eventos financeiros do próximo ano?” e “que impactos o mercado causará no meu negócio?”. Com informações mais organizadas, acessíveis e precisas, torna-se mais fácil fazer um planejamento eficaz das finanças, assim como elaborar estratégias de geração de lucro para um negócio bem-sucedido.

Referências

  • Conta Azul. "Gestão financeira: conheça as vantagens ao usar um software"
    Disponível em <https://blog.contaazul.com/vantagem-software-gestao-financeira/>
  • Sistemas de e-Business
    Disponível em <http://usuarios.upf.br/~ricardo/Sig_Cap2_Apostila.pdf>

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sistemas de Informação Contábil




Os sistemas de contabilidade são encarregados de fazer a manutenção e o gerenciamento de registros financeiros para prestar contas aos seus recursos, os sistemas compartilham problemas e fazem o acompanhamento do que possuem com o que necessitam.

Os sistemas de informação contábeis realizam registros e relatos dos movimentos de fundos em uma organização em termos históricos, produzindo demonstrativos financeiros como balancetes, produzem previsões de condições futuras como os projetos de demonstrativos. Os sistemas contábeis operacionais estão voltados aos sistemas de processamento de transações, geralmente, os sistemas contábeis operacionais incluem: processamento de pedidos, controle de estoque, contas a receber, contas a pagar, folha de pagamentos. O gerenciamento dos sistemas contábeis está focalizado no controle e no planejamento das operações das empresas, como a confecção de relatórios analíticos que comparam o desempenho real com o previsto.

Funcionalidades básicas do sistema:

  • Processamento de pedidos
    Recebe e processa os pedidos do cliente e produz dados para a análise e o controle de estoque, concede um método rápido, preciso e eficiente de registrar e filtrar pedidos do cliente e transações de vendas
  • Controle de Estoques
    Registram as alterações de estoque e preparam os documentos adequados de expedição, pode fornecer relatórios sobre a situação do estoque, além de ajudar uma empresa a fornecer serviço de alta qualidade a seus clientes e minimizar os custos de manutenção de estoque
  • Contas a Receber
    Mantêm registros de totais em débitos por clientes a partir de dados gerados por compras e pagamentos. Esse sistema produz faturas para clientes, extratos mensais de clientes e relatórios de administração de créditos, fornece relatórios aos gerentes para ajudá-los a controlar o montante de crédito prorrogado e a cobrança de dinheiro devido
  • Contas a pagar
    Mantêm controle de dados relativos a compras e pagamentos aos fornecedores. Os sistemas de contas a pagar preparam cheques em pagamento de faturas pendentes e produzem relatórios de administração de caixa, sjudam a garantir o pagamento pontual e correto de fornecedores para manter bons relacionamentos 
  • Folha de Pagamento
    Recebem e mantêm dados dos cartões de ponto dos funcionários e outros registros de trabalho, além de produzir contracheques e variados documentos como demonstrativos de salários, relatórios de folha de pagamento. relatórios de análise de mão-de-obra, relatórios para órgãos de administração e de governo, e fornecem à administração relatórios com análises de custos e da produtividade da força de trabalho
  • Livros contábeis
    Os sistemas de livros contábeis reúnem dados recebidos de contas a receber, contas a pagar, folha de pagamento e outros sistemas de informação contábil

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • Sistemas de e-Business
    Disponível em <http://usuarios.upf.br/~ricardo/Sig_Cap2_Apostila.pdf>

Sistemas de Manufatura (CIM)

 
Manufatura Integrada por Computador ou Computer Integrated Manufacturing (CIM) consiste em um sistema computacional de integração das operações de fabricação. É a abordagem de fabricação que utiliza computadores para controlar todo o processo de produção.

Trata-se de um sistema de capacitação flexível para treinamento de pessoal qualificado, facilitando a transmissão de conhecimento nas áreas de produção e/ou manufatura.

Através da integração de computadores, a fabricação pode ser mais rápida e menos propensa a erros, embora a principal vantagem seja a capacidade de criar processos de fabricação automatizadas.

A manufatura integrada por computador é usada em automóveis, aviação, navios e indústrias de construção. Em um sistema CIM, áreas funcionais, tais como análise, planejamento, compras, contabilidade de custos, controle de estoque, entre outros, estão ligados através do computador com funções de chão de fábrica, como o manuseio de materiais e gestão, proporcionando controle direto de todas as operações. O CIM implica na existência de pelo menos dois computadores trocando a informação.

CIM tem um componente tecnológico penetrante, mas é mais que só uma nova tecnologia é uma filosofia de operação. Para entender esta tecnologia requer-se de um entendimento dos conceitos de manufatura, integração e a aplicação dos computadores.

Manufatura

Significa fabricar ou produzir objetos ou mercadorias manualmente ou por meios mecânicos. No entanto desde o ponto de vista moderno envolve todas as atividades necessárias para transformar a matéria prima em produto terminado, para entregar o produto ao cliente e suportar o desempenho do produto no campo. Este conceito de manufatura começa com o conceito da entrega do produto, inclui atividades de desenho e especificações e estende-se até a entrega e atividades de vendas, portanto envolve a integração de todos os sistemas de informação.

Integração

Este termo deve ser visto claramente pelos diferentes departamentos da empresa sem importar a atividade que estejam desempenhando, portanto a necessidade de informação é básica.

Integração significa que a informação requerida para cada departamento esteja disponível oportunamente, exatamente no formato requerido e sem perguntas. Os dados devem vir diretamente de sua origem, que incluem às atividades da cada uma das V empresa.

Os Computadores

São ferramentas que se selecionam para as atividades de automação e também podem ser selecionadas para a integração automatizada. Então a manufatura CIM define-se como o uso da tecnologia por médio dos computadores para integrar as atividades da empresa.

A tecnologia computacional é a tecnologia que integra todas as outras tecnologias CIM. A tecnologia computacional inclui toda a categoria de hardware e de software ocupado no ambiente CIM, incluindo o necessário para as telecomunicações.

Implementação

A implementação de um sistema CIM deve ser visto pelo valor dela como uma ferramenta estratégica e não como um mero investimento de capital. Para aquelas companhias que elegem CIM, os benefícios são reais, e podem significar a diferença entre o sucesso e a falha.

Vantagens

  • Flexibilidade
    Capacidade de responder mais rapidamente a mudanças nos requisitos de volume ou composição
  • Qualidade Decorrente da inspeção automática e maior consistência na manufatura
     
  • Tempo Perdido Reduções importantes decorrentes da eficiência na integração de informação
  • Inventários Redução de inventário em processo e de estoque de peças terminadas, devido à redução de perdas de tempo e o acesso oportuno a informação precisa
     
  • Controle Gerencial Redução de controle como resultado da acessibilidade à informação e a implementação de sistemas computacionais de decisão sobre fatores de produção
  • Espaço Físico Reduções como resultado de incremento da eficiência na distribuição e a integração de operações
  • Opções Previne riscos de obsolescência, mantendo a opção de explodir nova tecnologia

Desvantagens

  • O CIM é mais uma questão mais estratégica do que tecnológica
  • Não existe uma especificação genérica de CIM, nem um sistema normalizado que se possa comprar, portanto, é sempre personalizado
  • Alto custo do sistema
  • Heterogeneidade dos equipamentos existentes no sistema
  • Fatores sociológicos, tais como: necessidade de treinamentos, adaptação do pessoal ao sistema, impacto sobre os costumes da empresa e região

Referências

  • Domingos de Azevedo. "CIM, FMS e CAM"
    Disponível em <http://www.domingosdeazevedo.com/cam>
  • Wikipedia "Computer-integrated manufacturing"
    Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Computer-integrated_manufacturing>

Sistemas de Gerenciamente de Recursos Humanos


Um SIRH, que também é conhecido como um sistema de informação de recursos humanos ou o sistema de gestão de recursos humanos (HRMS), é basicamente um cruzamento de recursos humanos e tecnologia da informação por meio de software de RH. Isso permite que atividades e processos de RH para ocorrer eletronicamente.

Dito de outra forma, um SIRH pode ser visto como uma forma, através de software, para as empresas grandes e pequenas para cuidar de uma série de atividades, incluindo os relacionados com recursos humanos, contabilidade, gestão e folha de pagamento. Um SIRH permite que uma empresa para planejar seus custos de RH de forma mais eficaz, bem como geri-los e controlá-los sem a necessidade de alocar recursos demais para eles.

Na maioria das situações, um SIRH também vai levar a aumentos de eficiência quando se trata de E decisões em RH. As decisões tomadas devem também aumentar em qualidade e, como resultado, a produtividade dos funcionários e gerentes devem aumentar e tornar-se mais eficaz.

As soluções oferecidas por sistemas SIRH

Há uma série de soluções oferecidas para uma empresa que adota uma SIRH. Algumas delas incluem soluções em treinamento, folha de pagamento, RH, conformidade e recrutamento. A maioria dos sistemas SIRH qualidade incluem projetos flexíveis que possuem bancos de dados que são integrados com uma ampla gama de recursos disponíveis. Idealmente, eles também incluem a capacidade de criar relatórios e analisar a informação com rapidez e precisão, a fim de tornar a força de trabalho mais fácil de gerir.

Da mesma forma, um SIRH permite que os funcionários a trocar informações com maior facilidade e sem a necessidade de papel através da prestação de um único local para anúncios, links externos e as políticas da empresa. Este local foi projetado para ser centralizado e acessados ​​facilmente de qualquer lugar dentro da empresa, que também serve para reduzir a redundância dentro da organização.

Exemplo

Quando os funcionários desejam completar atividades frequentemente recorrentes, tais como pedidos de tempo de folga ou tocos e mudanças de pagamento eletrônicos em W-4 formulários tais procedimentos podem ser tomados cuidados de forma automatizada, sem a necessidade de supervisão ou intervenção humana. Como resultado, menos papelada ocorre e as aprovações, quando se dignou, podem ser apropriados de forma mais eficiente e em menos tempo.

Pró-ativo e não reativo
A gestão de recursos humanos adota uma abordagem pró-ativa que vai de encontro com as  da empresa, uma vantagem para ela. Com uma abordagem pró-ativa, a empresa antecipa as necessidades futuras, avalia a força de trabalho e determina quais ações tomar para se preparar para o futuro. O departamento de recursos humanos desfruta da capacidade de considerar todos os aspectos e as potenciais implicações de diferentes ações antes de agir. Empresas sem uma gestão de recursos humanos reagem as necessidades dos funcionários sem tempo suficiente para considerar todas as opções.

Mudança de cultura
Uma desvantagem da gestão de recursos humanos é relacionada com o pensamento  atual dos funcionários. Muitos deles trabalham da mesma maneira que foram treinados.

Referências

  • Hrpayrollsystems. "HRIS - Human Resource Information Systems"
    Disponível em <http://www.hrpayrollsystems.net/hris/>
  • eHow. "Qual é a importância da orientação do RH?"
    Disponível em <http://www.ehow.com.br/importancia-orientacao-rh-info_131872/>

Sistemas de Marketing


Sistemas de marketing são muito importantes na empresa e tem certas características como por exemplo, precisam ser abertos e dinâmicos, pois sofrem influência interna e externa, e estão em constante transformação. Voltados para a promoção e aumento de venda de produtos em mercados já existentes, os sistemas de marketing, tem por objetivo alcançar o máximo de vendas possíveis de um produto. Mas além disso, o marketing ajuda na criação de novos serviços e produtos, pois consegue descrever qual seria o produto com maior potencial de sucesso, eliminando assim ideias que não se encaixam no perfil de clientes de uma empresa.

Esses sistemas fornecem informações importantes para websites tornando possível uma comunicação melhor com o cliente, fazendo-o parceiro na criação de novos produtos e serviços, gerando um marketing interativo. Também fornecem informações para os gerentes de marketing e de vendas, facilitando a tomada de decisão de forma significativa.

Marketing Interativo

A ideia do marketing interativo é usar as tecnologias de comunicação atuais, coma internet, intranet, extranet, de forma a estreitar a relação entre clientes e empresa, fidelizando o consumidor com maior eficácia, pois há uma maior participação maior do mesmo. Tudo isso faz com que o marketing interativo seja uma ferramenta poderosa no aumento dos lucros de uma empresa. Algumas das características desse tipo de marketing são:

  • Participação ativa do cliente na criação e melhoramento de produtos e serviços
  • Só é possível graças às tecnologias de internet
  • Consegue uma imensa quantidade de informações valiosas para a evolução da empresa

Marketing Direcionado

Como o próprio nome sugere, é um marketing direcionado para um grupo ou comunidade específica, um público-alvo que a empresa escolhe. O marketing é totalmente direcionado para convencer essa parcela da população. O alvo escolhido pode ser em relação à idade, ao país, cidade e etc. Mas os cinco componentes básico que esse tipo de marketing ataca são:
  • Comunidade:
    Pode ser uma comunidades online de interesse por esportes ou revistas em quadrinhos, porém podem ser comunidades locais de uma cidade, clube ou jornal local.
  • Conteúdo:Diz respeito a de que tipo os anúncios serão, como banners na internet, cartazes, vídeos, emails.
  • Contexto:
    Os anúncios deverão ser colocados em lugares onde o público-alvo verá, páginas específicas na internet, ou partes específicas da cidade. Se minha empresa vende peças de computador, o público-alvo será melhor atingido se o anúncio for colocado em um site de dicas de informática por exemplo.
  • Aspectos demográficos e psicológicos:Diz respeito a classes da população, como solteiros, crianças, jovens, casais, grávidas e etc.

  • Comportamento online:Nessa estratégia, os anúncios e promoções são adaptados para uma pessoa específica, baseado no comportamento que essa pessoa teve na última vez que visitou o site, usando cookies para guardar informações. Um exemplo é a Google, quando você está pesquisando sobre um produto específico, após um tempo percebe que propagandas daquele produto começam a aparecer com muita frequência no youtube e em diversos sites.

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • Sistemas de e-Business
    Disponível em <http://usuarios.upf.br/~ricardo/Sig_Cap2_Apostila.pdf>
  • Sistemas de e-Commerce
    Disponível em <http://www.guiadeecommerce.com.br/sistema-de-ecommerce>

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sistemas de e-commerce


O comércio eletrônico, ou e-commerce, é a parte do e-business que lida com a compra e venda de mercadorias pela internet, seu conceito envole atividades que apoiam transações, tais como propaganda, marketing, suporte ao cliente, segurança, entrega e pagamento.

É o comércio de produtos ou serviços utilizando a Internet. O e-commerce baseia-se em tecnologias como o comércio móvel, transferência eletrônica de fundos, SCM, marketing de internet, processamento de transações online, intercâmbio eletrônico de dados e sistemas de gerenciamento de inventário.

Para garantir a segurança, a privacidade e a eficácia do e-commerce, as empresas devem autenticar transações comerciais, controlar o acesso a recursos, tais como páginas da Web para usuários registrados ou selecionadas, criptografar comunicações e implementar tecnologias de segurança.

Há vários tipos de negócios que podem ser efetuados on-line entre diversos tipos de públicos e de acordo com abordagem de vendas de uma empresa em relação aos seus clientes, novas siglas apareceram. Abaixo estão os sistemas de e-commerce: 
  • O sistema de gerenciamento de busca deve fornecer processos eficientes e eficazes de busca para auxiliar os clientes a encontrarem produtos ou serviços específicos.
  • O marketing digital moderno é cada vez mais sofisticado e apoiado em tecnologia que precisa estar presente na estrutura de suas campanhas e contar com respaldo da plataforma de e-commerce para que sejam ações bem sucedidas.
  • Os sistemas antifraude ajudam no caso do trabalho direto com as operadoras de cartões de crédito, um dos componentes obrigatórios do seu sistema de e-commerce será o antifraude, sem ele o risco das operações online será muito grande.
  • A criação de perfis são usados para enquadrar o cliente em uma categoria e proporcionar uma visão personalizada dos conteúdos do site, isto é, são feitas recomendações de produtos e propagandas personalizadas na web.
  • A plataforma de e-commerce deve merecer toda a atenção por parte do empreendedor, pois é sobre este sistema que estarão alicerçadas questões como: o sistema de exibição dos produtos vendidos, opções de formas de pagamento a serem oferecidas na loja, toda a parte de segurança da loja virtual, sistemas acessórios de marketing digital.
  • Outra estrela de um sistema de e-commerce são as plataformas que são responsáveis pelo pagamento dos itens comprados na loja. Existem diversas opções de implementação de formas de pagamento online e essas devem estar alinhadas com os recursos tecnológicos oferecidos pela plataforma.

Tecnologias de e-commerce

A tecnologia é predomina no comércio eletrônico, pois oferece inúmeras possibilidades de inovações nos negócios. Exemplos das tecnologias e-commerce:
  • Atendimento online ao consumidor
    Sua funcionalidade é prestar orientações aos consumidores, dar encaminhamento a problemas de um produto, e se possível, mediante registro de reclamação
  • Frete grátisOferecem frete grátis, normalmente com um valor mínimo de encomenda, para evitar abandonos de carrinhos. Alguns oferecem, por exemplo, dois dias de frete grátis, graças à parcerias com transportadoras
  • Compra com 1 clique
    Funcionalidade que permite aos clientes fazer compras com um clique (às vezes mais de um). Nesta aplicação, o sistema considera os dados de pagamento e endereço do cadastro atual e com um único clique a compra é realizada. A prática é uma estratégia perfeita para o e-commerce, pois em segundos o cliente efetiva a compra escapando do passo-a-passo do carrinho de compras onde registram-se altos índices de abandono, uma das dificuldades para o e-commerce.

Tipos de e-commerce

  • Empresa-para-Empresa (B2B)
    As empresas vendem os seus produtos on-line para outras empresas sem o envolvimento em vendas para os consumidores.
  • Consumidor-para-Empresa (C2B)
    Os consumidores costumam postar seus produtos ou serviços on-line de maneira que as empresas possam realizar seus lances. Um consumidor analisa as propostas e seleciona a empresa que atenda suas expectativas de preço
     
  • Empresa-para-consumidor (B2C)
    As empresas vendem os seus produtos on-line para os consumidores que são os utilizadores finais dos seus produtos ou serviços. Normalmente, e-commerce B2C lojas da web têm um acesso aberto para qualquer visitante, o que significa que não há necessidade para uma pessoa fazer o login para fazer qualquer busca dos produtos ou serviços que a empresa oferece.
  • Consumidor-para-Consumidor (C2C)
    Os consumidores passam a vender seus produtos on-line para outros consumidores. Um exemplo bem conhecido é o eBay.

Vantagens

Os benefícios do e-commerce incluem a sua disponibilidade em torno do relógio, a velocidade de acesso, uma seleção mais ampla de produtos e serviços, acessibilidade e alcance internacional.

Desvantagens

Suas desvantagens incluem, por vezes, um limitado atendimento ao cliente por não ser capaz de ver ou tocar um produto antes da compra, e o tempo de espera  para o transporte do produto. 

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • E-commerce News “E-commerce”
    Disponível em <http://ecommercenews.com.br/>
  • Guia de E-commerce
    Dispnível em <http://www.guiadeecommerce.com.br/>

Processamento de transações em tempo real (OLTP)

 
Processamento de transações em tempo real ou Online transaction processing (OLTP) são sistemas que se encarregam de registrar todas as transações contidas em uma determinada operação organizacional. Normalmente os sistemas OLTP são usados para entrada de pedidos, transações financeiras, gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e vendas no varejo. 
 
Tais sistemas têm um grande numero de usuários que realizam transações curtas, consultas em bancos de dados, geralmente consultas simples e que retornam poucos registros.
 
A transação não é apenas no contexto de computação e banco de dados, mas também é definida em termos ou transações comerciais.  OLTP também é usado em referência ao processo no qual o sistema responde imediatamente a solicitações do usuário. Por exemplo: sistema de transações bancárias que registra todas as operações efetuadas em um banco, caixas de multibanco, reservas de viagens ou hotel on-line, Cartões de Crédito.
 

Aplicações

Essa tecnologia tem sido utilizada em  uma variedade de empresas, que vão desde bancos, companhias aéreas, supermercados etc. As aplicações incluem banco eletrônico, processamento de pedidos, sistema de ponto dos empregados, e-commerce etc.

O sistema OLTP mais utilizado é provavelmente CICS da IBM. Tendo os “internet bankings” como exemplo, é possível que os clientes de um banco através de seu smartphone faça uma consulta para ver o  estado da sua conta e histórico de transações.  No geral, ele também permite transferir fundos,  pagar contas, solicitar talões de cheque, etc. OLTP  torna os bancos um sistema no qual os dados sensíveis ao tempo são processados imediatamente e é sempre mantido atualizado. 

Requisitos

OLTP exige cada vez mais suporte para transações  que abrangem uma rede e pode incluir mais de uma organização. Por esta razão, o novo software OLTP utiliza o processamento de cliente / servidor e software de intermediação que permite transações rodarem em diferentes plataformas de computador em uma rede.

Em grandes aplicações, um OLTP eficiente pode depender de um software sofisticado de gerenciamento de transações (como o CICS) e / ou táticas de otimização de banco de dados para facilitar o processamento de um grande número de atualizações simultâneas para um banco de dados orientado para o OLTP.

Para os sistemas de banco de dados descentralizados  ainda mais exigentes, programas de intermediação podem distribuir  o processamento em multiplos computadores numa rede.

Vantagens 

OLTP tem dois benefícios principais: simplicidade e eficiência

Redução de documentos e uma forma mais rápida de calcular retornos e despesas são exemplos sobre como OLTP simplifica as coisas nos negócios. Ele também serve como base para o estabelecimento de uma organização estável, por causa da atualização constante. Outro fator de simplicidade é o que permite aos consumidores a escolha de como eles querem pagar, tornando muito mais fácil concretizar uma transação.

OLTP é comprovadamente eficiente porque dinamiza enormemente as bases de uma organização, os processamentos individuais são mais rápidos e estão disponíveis de forma ininterrupta.

Desvantagens

É uma ótima ferramenta para qualquer empresa, mas ao utilizar OLTP existem algumas coisas para se preocupar: as questões de segurança e os custos.

Uma das desvantagens do OLTP é também uma grande ameaça de segurança: a disponibilidade plena das informações que esses sistemas propicÍam, também deixa os dados à mercê de crackers e intrusos.

Para transações B2B, os negócios devem estar offline para completar algum tipo de processo individual, causando compradores e fornecedores perderem um pouco do benefício da eficência que o sistema propicÍa. Tão simples quanto o OLTP é, a menor falha no sistema tem o potencial para causar uma série de problemas, causando perda de tempo e dinheiro. Outro custo a ser observado é o para a falha potencial de servidores. Isto pode causar demora na recuperação ou até mesmo perda de uma quantidade incomensurável de dados.


Referências

  • Wikipedia "OLTP"
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/OLTP>
  • Computer Business Research "Online transaction processing"
    Disponível em <http://www.computerbusinessresearch.com/Home/decision-making/online-transaction-processing>

Sistema de processamento de transação (SPT)


Os sistemas de processamento de transações (SPT)  são sistemas de suporte para atividades cotidianas de uma organização. Atividades como controle de estoque, contabilidade, folha de pagamento, fluxo de materiais, entre outras. SPTs são importantes para monitorar o andamento das operações internas e externas.
Os SPTs capacítam as organizações à executar suas atividades mais importantes de maneira mais eficiente. Uma transação consiste na troca de valores que afetam a lucratividade ou o ganho global de uma organização. O SPT pode ser considerado o centro do sistema da empresa, apoiando a realização e o monitoramento das negociações
As atividades do SPT compreendem:
  • Coleta de dados: pode ser manual ou automatizada, consiste na entrada dos dados ou informações
  • Manipulação dos dados: cálculos, classificação, disposição, etc 
  • Computação simples: adição, subtração, classificação, multiplicação
  • Armazenamento: guarda dos dados em um ou mais bancos de dados
  • Produção de documentos: podem ser impressos ou exibidos na tela do computador.

Método de Processamento: Categoria de negócios

Os SPT são divididos por diversas categorias, as quais definem seu objetivo na integração geral do sistema da empresa. Cada categoria de negócio é responsável por seu objetivo, pode ser dividida por categorias de processo e fornece funcionalidades específicas. A seguir serão especificadas algumas categorias de negócio.
  • Controle de estoque:Responsável por controlar produtos armazenados de uma empresa, também é de sua responsabilidade o controle da movimentação desses produtos (entrada e saída) e outras funcionalidades dependendo do tipo de estoque.
  • Logística:
    O objetivo principal da logística é o de “colocar o produto certo, na hora certa, no local certo e ao menor custo possível” (Ballou, 2003). Responsável por interligar as atividades logísticas de uma empresa, constituída por quatro níveis de funcionalidade: transações, controle de gestão, análise de decisão e planejamento estratégico.

  • Financeiro:Responsável pela gestão de ativos financeiros da empresa, abrangendo categorias de processo como Contas a pagar, Contas a receber, Fatura, Compras, entre outras.
  • Vendas:
    A principal característica dessa categoria é obter dados e gerar estatísticas para gerar um melhor planejamento sobre o processo de vendas da empresa. Dessa maneira é possível antecipar tendências econômicas e variações do mercado podendo assim, confrontando dados reais com os planejamentos, antecipar a decisão, auxiliando na melhor medida a ser tomada.
  • Compras:
    O sistema de informação para Compras é relacionado à área de compras da empresa, podendo ser de produtos ou de serviços terceirizados. Através dela é possível analisar dados de mercado para um melhor planejamento de compras em longo prazo.

Vantagens

Um sistema de processamento de transações faz com que seja mais fácil para os consumidores de todo o mundo a utilização dos serviços de uma empresa através de um sistema online simples. Insup Lee, do Departamento de Computação e Ciência da Informação da Universidade da Pensilvânia, declara que sistemas de processamento de transações permitem que as pessoas de todo o mundo acessem uma empresa e comprem os bens e serviços oferecidos. Em um mercado mundial globalizado, o potencial de crescimento é reforçado quando o sistema de processamento é implementado corretamente.

Desvantagens

Em alguns aspectos, o principal benefício de um sistema de processamento de transações também pode ser uma desvantagem: a manipulação de vários milhares de operações de uma só vez. Esse sistema deve coordenar simultaneamente milhares, até mesmo milhões, de compras, débitos em contas bancárias de clientes, informações de "private banking" e endereço de cada consumidor e enviar ou processar a ordem para os mesmos. Esse sistema é útil para qualquer empresa que queira tornar a venda de bens e serviços mais fácil para os consumidores. No entanto, esse sistema complexo pode ser difícil de manusear se o negócio não for suficientemente grande para utilizar um sistema de processamento de transações

Sistemas de processamento de transações são uma combinação de software e hardware usados para lidar com imensas quantidades de dados de consumo e de negócios. Devido a isso, vírus podem violar a segurança desse sistema, especialmente uma vez que a informação confidencial dos consumidores é armazenada na base de dados.

Referências

  • eHow "As vantagens e desvantagens de sistemas de processamento de transações"
    Disponível em <http://www.ehow.com.br/vantagens-desvantagens-sistemas-processamento-transacoes-info_56146/>
  • Wikipédia "Sistemas de Processamento de Transações"
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_processamento_de_transa%C3%%A7%C3%B5es>

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Supply Chain Management (SCM)


Uma cadeia de suprimentos refere-se ao fluxo de materiais, informações, dinheiro e serviços de fornecedores de matéria-prima, passando por fábricas e armazéns, até os clientes finais, inclui-se também as organizações e os processos de entrega de informações, produtos e serviços aos clientes finais.

Os Sistemas de Gerenciamento de Cadeias de Suprimento (Supply Chain Management) segundo Laudon e Laundon são sistemas de informação empresariais que ajudam as empresas a administrar suas relações com os fornecedores. Auxiliam fornecedores, empresas de compra, distribuidores e empresas de logística a compartilharem informações sobre pedidos, produção, níveis de estoque e entrega de produtos e serviços, de maneira a buscar insumos, produzir e entregar mercadorias e serviços com eficiência. Também incluem a Logística Reversa que é a devolução de produtos identificando o motivo e o produto.

Objetivo

A gestão da cadeia como um todo pode proporcionar uma série de maneiras pelas quais é possível aumentar a produtividade e consequentemente contribuir significativamente para a redução de custos, assim como identificar formas de agregar valor aos produtos.

O SCM coordena as atividades envolvidas na compra, fabricação e movimentação de um produto, esse sistema integra toda a cadeia de suprimentos, oferecendo as organizações a oportunidade de administrar suas relações com seus fornecedores, compartilhando informações sobre pedidos, produção, níveis de estoque e entrega de produtos e serviços, de maneira que possam alcançar a missão da logística que é atender ao cliente no momento certo, nas quantidades certas, nas condições desejadas pelo cliente ao menor custo possível.

O objetivo é levar uma quantidade de produtos da fonte para o ponto de consumo com o mínimo desperdício de tempo e com o menor custo possível, evitando a falta de produtos e matérias primas para comercialização e fabricação. Esses sistemas aumentam o lucro das empresas através da diminuição de gastos de transporte e fabricaração e produtos e permitem que os gerentes tomem decisões mais acertadas sobre como organizar recursos, produção e distribuição.


Outro objetivo do SCM é realizar o melhor atendimento ao cliente, com o menor custo total possível. Para atingir estes objetivos é fundamental que se melhore o desempenho interno de cada um dos processos das empresas componentes da cadeia além disso, é importante que se utilize a tecnologia da informação para tomar decisões com menor possibilidade de riscos, operar com grande eficiência, e se comunicar com clientes e fornecedores da melhor forma possível.

Características

Resumindo as principais características do SCM são:
  • integra fornecedores, fabricantes, distribuidores e cliente;
  • coordena as atividades envolvidas na compra, na fabricação e na movimentação de um produto;
  • reduz tempo, esforço redundante e custos de estoque;
  • ajuda no gerenciamento da compra de materiais e na transformação de matéria-prima em produtos semi-acabados e acabados;
  • ajuda na distribuição de produtos acabados aos clientes;
  • inclui logística reversa - itens desenvolvidos fluem na direção contrária do comprador ao vendedor. 
Para alcançar seus objetivos o SCM recebe suporte das seguintes tecnologias:
  • Intercambio Eletrônico de Dados (EDI)Padrão de comunicação que permite que parceiros comerciais troquem documentos de rotina, como ordens de compra eletronicamente
  • ExtranetTem objetivo de promover a colaboração entre parceiros comerciais. Permitem que pessoas localizadas fora de uma empresa trabalhe em conjunto com os funcionários localizados internamente na empresa
  • WebservicesAplicações de rede distribuidas por meio da internet, que podem ser utilizadas ou combinadas a partir de qualquer dispositivos (de computadores pessoais a telefones celulares)



Ferramentas para Colaboração na Empresa

A tecnologia da Internet, como os navegadores e os servidores de rede, os bancos de dados e os documentos hipermídia, as intranets e extranets, estão fornecendo o hardware, o software, os dados e as plataformas de rede para muitas das ferramentas de groupware de colaboração que os usuários de empresas desejam.
Em um mundo conectado, as empresas que conseguem superar as limitações geográficas e temporais certamente se mostrarão mais competitivas do que as suas concorrentes. É cada vez mais importante desenvolver maneiras eficientes para compartilhar informações e o conhecimento, principalmente nas relações entre a empresa e os seus fornecedores, entre os próprios colaboradores da organização ou para extrair informações relevantes diretamente do público-alvo. Para realizar essa tarefa, tem sido muito comum a adoção das ferramentas colaborativa.
Uma ferramenta, software ou aplicativo colaborativo tem com principal finalidade o compartilhamento de arquivos de trabalho entre duas pessoas que desenvolvem uma tarefa em comum e que, portanto, precisam da colaboração para melhorar o rendimento ou aumentar a produtividade.

Uma pequena taxonomia para ferramentas colaborativas:
  • Ferramentas de comunicação eletrônica
    Abrange o correio eletrônico, o correio de voz, o envio de fax, a publicação na Web e os sistemas de telefonia pela Internet. Essas ferramentas possibilitam o envio eletrônico de mensagens, documentos e arquivos de dados, texto, voz, ou multimídia em redes de computadores. Isso ajuda a compartilhar tudo: de voz e mensagens de textos a cópias de documentos de projeto e arquivos de dados, com seus colegas de equipe, onde quer que eles estejam
  • Ferramentas de conferência eletrônicaOs membros de equipes e de grupos de trabalho em diferentes locais podem trocar idéias interativamente, ao mesmo tempo ou em momentos diferentes, graças a uma variedade de métodos de conferência. As opções de conferência eletrônica também incluem sistemas e letrônicos de reunião, no qual os membros de uma equipe podem encontrar-se num mesmo tempo e lugar num ambiente de sala de decisões. Entre as ferramentas de conferência eletrônica encontramos: Videoconferência, Sistemas de bate-papo, Fórunsde discussão, Sistemas de reunião eletrônica.

  • Ferramentas de administração do trabalho em colaboraçãoAjudam as pessoas a executar ou controlar atividades de trabalho da equipe
    • Ferramentas de agendamento e programação
    • Gerenciamento de atividades e projetos
    • Sistemas de fluxo de trabalho
    • Ferramentas de gerenciamento do conhecimento
Porém as empresas possuem necessidades peculiares e, por conta disso, precisam de sistemas colaborativos próprios, diferentes dos usados habitualmente pelo consumidor final.
É por conta disso que existem empresas que desenvolvem soluções especiais em Google Apps para o ambiente corporativo, oferecendo serviços que fazem um acompanhamento completo: realizam desde a migração de dados para um Gmail corporativo até o oferecimento de um suporte técnico. Assim, as empresas se sentem mais seguras ao adotar seus sistemas de colaboração.

Benefícios das ferramentas colaborativas

Ao utilizar um sistema colaborativo de qualidade, o gestor perceberá uma série de benefícios que afetam não só a produtividade e os custos da empresa, como a própria cultura e o comportamento dos colaboradores. Isso porque, ao simplificar os mecanismos de colaboração e comunicação, o gestor proporciona um ambiente mais estimulante para o trabalho em equipe e a interação entre os colaboradores. A seguir, destacamos algumas vantagens de ouro que podem ser percebidas.

  • Redução de custosA primeira grande vantagem de adotar um sistema colaborativo é a redução de custos. Isso porque, ao contar com os aplicativos apropriados, é possível diminuir as despesas geradas com a manutenção de equipamentos ligados à comunicação, com o licenciamento de softwares ou a aquisição de hardwares para este fim, com a segurança da informação (algo que tem saído caro para as grandes empresas) e até mesmo uma redução nos gastos com energia elétrica.
  • Facilidade de usoOutro grande benefício obtido ao se adotar as ferramentas colaborativas é o fato de que elas podem ser facilmente manipuladas por qualquer um e, por isso, são bastante democráticas e estimulantes. Quando falamos das ferramentas colaborativas elaboradas pelo Google, essa facilidade é ainda maior, afinal, a empresa é reconhecida por desenvolver serviços intuitivos. Além disso, caso enfrente qualquer problema de adaptação, é possível contar com treinamentos especiais, destinados exclusivamente para pessoas com pouca experiência nesse tipo de programa.
  • Cultura do trabalho em equipeQuando conta com um sistema colaborativo, a empresa está criando uma estrutura que certamente vai gerar impactos positivos na cultura organizacional, principalmente nos aspectos ligados ao trabalho em equipe e à integração entre colaboradores.

    Um dos motivos para isso é o fato de que as ferramentas atualmente disponíveis, como vimos, são bastante fáceis de se usar. Assim, os colaboradores não se sentem desestimulados a utilizá-las e desenvolvem melhor o trabalho em equipe. Além disso, como podem ser utilizadas de qualquer lugar e a qualquer hora, é possível promover a integração de diversas equipes, estejam elas em campo ou na própria empresa.
  • Acompanhamento em tempo realComo vimos, são muitas as finalidades das ferramentas colaborativas: podemos utilizá-las para a comunicação em vídeo ou, simplesmente, para compartilharmos uma agenda coletiva, com as tarefas de cada um dos colaboradores. A grande vantagem, no entanto, é que todas essas atividades podem ser realizadas, editadas e monitoradas em tempo real, por qualquer um dos envolvidos. Isso melhora a qualidade da tomada de decisões, uma vez que elas serão realizadas de maneira tempestiva, além de dinamizar todo o processo produtivo.
  • Versatilidade e mobilidadeEssas são duas características importantes das ferramentas colaborativas, principalmente aquelas desenvolvidas com base no Google Apps. Assim, não importa o dispositivo que o colaborador esteja usando (tablet, smartphone, notebook ou PC), ele terá acesso a todas as informações necessárias para desenvolver a suas atividades e poderá participar de cada decisão do grupo. Caso precise acessar algum arquivo e editá-lo em tempo real enquanto conversa com o cliente, por exemplo, ele terá total liberdade para fazer isso até mesmo no celular.
  • Aumento de produtividadeMelhoria do trabalho em equipe, versatilidade e mobilidade, acompanhamento em tempo real, compartilhamento de documentos e arquivos. Como vimos, são uma série de benefícios oferecidos pelas ferramentas colaborativas e não é preciso explicar que todos eles convergem para uma melhoria substancial na produtividade de uma empresa, certo?

    Com o acesso às informações e os documentos democratizados e facilitados, a organização tem tudo o que precisa para impulsionar a sua produtividade e garantir que seus processos internos sejam otimizados, principalmente àqueles ligados à comunicação e à integração de equipes.
  • Segurança em sentido amplo
    A segurança das informações e dos dados é algo cada vez mais importante para as empresas e, por conta disso, muitas delas investem pesado nisso. No entanto, sistemas colaborativos oferecidos pelo Google, por exemplo, oferecem segurança por 24 horas, permitindo também o controle do acesso aos arquivos de acordo com as necessidades do gestor.

    Além disso, por conta do Google garantir funcionamento contínuo dos seus serviços, é quase impossível perder dados ou informações relevantes, que podem gerar impactos para o seu negócio. Com isso, além de garantir uma segurança em todos os aspectos possíveis, o gestor ainda economiza bastante com esse tipo de proteção.

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª.  Edição. Pearson, 2011
  • DAMASCO, Miguel. Sistemas de Negócios
    Disponível em <http://www.profdamasco.site.br.com/SIG_Modulo5-SistemasNegocios.pdf>
  • Qi Network. Entenda a importância de usar ferramentas colaborativas na empresa
    Disponível em <https://www.qinetwork.com.br/entenda-a-importancia-de-usar-ferramentas-colaborativas-na-empresa/>


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Enterprise Application Integration (EAI)


Integração das Aplicações da Empresa ou Enterprise Application Integratios (EAI) é uma referência aos meios computacionais e aos princípios de arquitetura de sistemas utilizados no processo de Integração de Aplicações Corporativas.

Os procedimentos e ferramentas de EAI viabilizam a interação entre sistemas corporativos heterogêneos por meio da utlização de serviços.

O software EAI permite moldar os processos de negócios envolvidos nas interações que devem ocorrer entre as aplicações das empresas; integram conjuntos de aplicações das organizações que permitem a troca de dados de acordo com regras derivadas dos modelos de processos de negócios desenvolvidos pelos usuários, integram aplicações de uma e-business para funcionarem de forma coerente e integrada.
Para decidir a implantação de um EAI, a empresa deve compreender seus processos de negócios e dados, selecionando quais deles requerem essa integração.

Podem ser analisados a partir de alguns níveis como:

Nível dos dados
Referente às técninas e tecnologias que permitem mover, transportar dados entre diferentes fontes e destinos e tratá-los fazendo as atualizações necessários mantendo a integridade.

Nível de interface das aplicações
Refere-se à utilização das interfaces das aplicações e dos pacotes de sistemas.

Nível dos métodos
É o compartilhamento de lógica de negócios. Por exemplo, o método de atualização do registro de um consumidor pode ser acessado à partir de um enorme número de aplicações e as aplicações podem se utilizar de outros métodos sem a necessidade de reescrever um método em cada aplicação.

Nível de interface do usuário
Os desenvolvedores possibilitam um ponto comum de integração para os usuários: interface gráfica para o usuário.

Após a análise, o estilo de integração das aplicações pode ser escolhido, baseado nas necessidades do negócio:

  • File Transfer - Integração entre aplicativos através da troca de arquivos em formato de texto definido.
  • Shared Database - Integração entre aplicativos através da troca de dados entre bases de dados ou tabelas.
  • Remote Procedure Invocation - Integração entre aplicativos através da chamada a programas remotos os quais são responsáveis pela extração, envio/recebimento e persistência dos dados no sistema.
  • Messaging - Integração entre aplicativos de um middleware orientado a mensagem (MOM) o qual é responsável pela entrega dos dados aos sistema integrados. 

Melhores práticas na integração de aplicações:

  • Buscar uma padronização na forma de integração com os sistemas legados facilita manutenções futuras.
  • A definição de um padrão na forma de trabalho das interfaces pode promover o reuso das mesmas.
  • Quanto menos camadas existirem entre à aplicação legada e a plataforma de integração (EAI) menores são as chances de ocorrerem erros durante a troca de dados entre elas.
  • A redução no número de camadas por onde os dados tem de passar até chegar ao seu destino, promove também uma melhor performance durante o processo de troca de dados entre aplicações.

Exemplos de softwares EAI

Process Street, ConnectIt, PDC Gateway, EXTOL Business Integrator

Vantagens

  • A integração das aplicações possibilita o compartilhamento de informações, dados e processos dentro da organização
  • Algumas abordagens de EAI permitem uma comunicação assíncrona, ou seja, é possível continuar trabalhando sem a necessidade de enviar ou receber a mensagem de outra aplicação

Desvantagens 

  • Se o servidor que gerencia as integrações falhar todas aplicações ficam comprometidas
  • Sob uma carga de dados muito pesada o servidor pode se tornar um gargalo para o processo
  • O EAI não possui homogeneidade logo podem ocorrer problemas no cenário de integração caso os produtos sejam de fornecedores diferentes ou algum produto não tenha mais suporte pelo fornecedor

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • MuleSoft - Understanding Enterprise Application Integration - The Benefits of ESB for EAI
    Disponível em <https://www.mulesoft.com/resources/esb/enterprise-application-integration-eai-and-esb>
  • Linha de Código - O EAI como abordagem de integração de sistemas corporativos para a obtenção de vantagem competitiva
    Disponível em <http://www.linhadecodigo.com.br/artigo/429/o-eai-como-abordagem-de-integracao-de-sistemas-corporativos-para-a-obtencao-de-vantagem-competitiva.aspx#ixzz3an8w6LHt>
  • Top Integration Software Products
    Disponível em <http://www.capterra.com/integration-software/>
  • Wikipédia - EAI
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/EAI>

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Customer Relationship Management (CRM)


O CRM ou Customer Relationship Management é um termo usado para o gerenciamento do relacionamento com o cliente ou ainda um sistema integrado de gestão com foco no cliente, que reúne vários processos/tarefas de uma forma organizada e integrada. É uma estratégia de negócio voltada ao entendimento e antecipação das necessidades e potenciais de uma empresa. (Fonte: Gartner Group).

O CRM é uma estratégia utilizada para conquistar um diferencial competitivo, ao se relacionar com os clientes, envolvendo processos e decisões administrativas, através da tecnologia da informação (LOPES, 2001).

Sistemas CRM bem projetados oferecem uma visão única dos clientes que serve para melhorar tanto as vendas quanto o atendimento. Da mesma maneira, esses sistemas oferecem ao cliente uma visão única da empresa, independentemente de qual o ponto de contato esteja usando.

Os bons CRM fornecem dados e ferramentas analíticas para responder a perguntas como: qual é o valor ao longo do prazo de determinado cliente para a empresa? Quem são os mais fieis? Quem são os mais lucrativos? E o que desejam comprar? As empresas podem então usar as respostas para conquistar novos clientes, oferecer melhores serviços e suporte aos atuais, personalizar suas ofertas com maior precisão em relação às preferências do comprador e oferecer valor contínuo para reter os clientes lucrativos.

Exemplos de ferramentas CRM

Salesforce.com, Pipedrive, Infusionsoft, Freshdesk, isoCRM, Zoho

Vantagens

  • Fideliza clientes
  • Mantém um canal permanente de comunicação para criar e sustentar um relacionamento efetivo com seus clientes, fornecedores e o público interno
  • Identifica clientes em potencial
  • Registra os hábitos de compra dos clientes
  • Facilita o processo de inovação no desenvolvimento de novos produtos
  • Integra o cliente à empresa como um participante do processo de desenvolvimento e adaptação de serviços e produtos 

Desvantagens

  • O sistema precisa de atualização constante dos dados
  • Resistência da equipe na utilização do sistema

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • PEREIRA, Adriele et al. A Utilização do CRM: um estudo multicaso em empresas de prestação de serviços na Serra Gaúcha
    Disponível em <http://www.convibra.org/upload/paper/adm/adm_3215.pdf>
  • Compare CRM Software
    Disponível em <http://www.softwareadvice.com/crm/>

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sistemas Integrados de Gestão Empresarial / Enterprise Resource Planning (ERP)


Definição

O ERP vem do inglês (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa) e representa uma série de atividades gerenciadas por um software ou por pessoas, que ajudam na gestão de processos dentro de uma empresa, portanto, ERP é um Sistema de Gestão Empresarial.

Uma importante meta do ERP é facilitar o fluxo de informações de uma organização para otimizar a tomada de decisões dentro da empresa. Um sistema de ERP ajuda de maneira eficaz as corporações a atingirem esta meta, coletando e organizando informações em diferentes níveis, oferecendo em tempo real indicadores de performance que ajudam na gestão.

Importância

ERP é um sistema para gestão empresarial e sua principal finalidade é a organização das informações para melhor gerenciamento da empresa e diminuição de tempo e custos gastos nos processos.

Uma empresa precisa gerenciar contas a pagar e a receber, vendas e pedidos, folha de pagamento de funcionários, controlar estoque, emitir nota fiscal, entre diversos outros processos. Para cada função, poderia existir um software diferente. Gerenciar todas informações separadamente necessita de muito tempo e é mais suscetível a erros. Quando todas essas informações estão dentro de um único sistema, erros são mais difíceis de acontecer e o gerenciamento e analise de todas essas informações ficam mais rápidas. O software ERP serve para isso.

Vantagens

  • Eficácia ao lidar com um grande volume de informação
  • Evita erros humanos em cálculos (pagamentos, tributos, descontos)
  • Evita trabalho duplicado
  • Diminuição de gargalos existentes nos processos internos da organização
  • Diminui a quantidade de processos internos
  • Agilidade nos processos internos

Desvantagens

  • Alto custo de implementação
  • Possíveis problemas de suporte e manutenção caso o fornecedor do software seja vendido ou encerre suas atividades
  • Adaptação e treinamento por parte de funcionários podem demorar mais tempo que o esperado
  • O sistema pode exigir mudanças em determinados aspectos da cultura interna da empresa
  • Torna os módulos dependentes uns dos outros, pois cada departamento depende das informações do módulo anterior, por exemplo. Logo, as informações têm que ser constantemente atualizadas, uma vez que as informações são em tempo real, ocasionando maior trabalho

Fabricantes

O cenário no Brasil é dominado por gigantes de software como SAP, Totvs e Oracle.

Segundo a pesquisa divulgada em Abril de 2014 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), esses três fornecedores juntos detêm 81% do mercado. Os 19% restantes, estão distribuídos entre vários outros fabricantes comerciais e alguns poucos sistemas de código aberto para ERP.

As microempresas utiliza ERPs de “caixinha”, isto é, softwares que atendem a gestão de vendas, estoque, compras e financeiro. Normalmente atendem necessidades operacionais e não gerenciais. São softwares genéricos.

O mercado para as empresas de pequeno porte é promissor. Empresas como SAP, Oracle e até Microsoft estão interessadas. A SAP entra com o sistema SAP Business One.

O mercado de médio/grande porte é bastante disputado. Além das já citadas também aparecem a Datasul, Microsiga, RM, Logocenter, Benner, Senior e StarSoft.

 

Open Source

Adempiere ERP Business Suite. Multi-plataforma (Java)

Adempiere é uma solução de ERP abrangente, derivada de outro projeto chamado ERP Compiere iniciado por volta de 2006. Oferece uma vasta gama de funcionalidades, incluindo vendas, compras, contabilidade, gestão de produção, gestão de materiais e finanças, bem como gestão de capital humano, CRM e folha de pagamento. O software está disponível para download gratuito através do repositório Sourceforge sob licença GPL.

Apache OFBiz. Multi-plataforma (Java)

OFBiz (que significa Open for Business) é um pacote de negócios da Fundação Apache. Lançado sob a licença Apache 2.0, é livre para fazer o download em ApacheOFBiz. A suíte inclui muitas funções de ERP, incluindo e-commerce, gerenciamento de catálogo, promoção e gestão de preços, gerenciamento de pedidos, gerenciamento de estoque, contabilidade, gestão de produção e outros recursos.

Odoo. (Python, Javascript, PostgresSQL)

 Odoo é o novo nome para a suíte open source anteriormente conhecida como OpenERP. O produto é voltado para organizações de todos os tamanhos, e é usado por empresas, incluindo a Danone, a Canonical, Singer e o serviço postal francês La Poste. A suíte é dividida em uma série de aplicativos ou módulos discretos, incluindo faturamento, contabilidade, manufatura, compras, gestão de armazém e gerenciamento de projetos.

A versão comunidade está disponível para download gratuitamente em Odoo Community, e inclui todos os módulos de ERP, bem como CRM, marketing e outros. A versão hospedada está disponível gratuitamente para até dois usuários, e, posteriormente, custa U$ 20 mensais por usuário mais U$ 20 mensais para cada aplicação, incluindo suporte para e-mail. Um pacote mais abrangente, que inclui assistência a personalização e materiais de treinamento também está disponível para U$ 138 por usuário para cada aplicação

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011.
  • Guia do ERP. “O que é ERP? Para que serve esse software?”
    Disponível em < http://sistemaserp.org/o-que-e-erp/>
    Consultado em 29 de Julho de 2016
  • ERP1. “Soluções de ERP open source para 2015”
    Disponível em <http://erp1.com.br/2015/03/solucoes-de-erp-open-source-para-2015>
    Consultado em 29 de Julho de 2016
     





domingo, 24 de julho de 2016

Tipos de Sistemas de Informação

Uma empresa geralmente se divide em três níveis organizacionais: operacional, tático (ou gerencial) e estratégico. Para cada nível organizacional existe um tipo específico de sistema de informação. Os sistemas, do ponto de vista empresarial, podem ser classificados de acordo com a sua forma de utilização e o tipo de retorno dado ao processo de tomada de decisões.  Os sistemas podem ser de contexto operacional, tático ou estratégico.

Contexto Operacional

São utilizados para auxiliar em operações rotineiras, de fácil acesso aos funcionários.

Sistemas de processamento de transações (SPT)

 

Os gerentes operacionais precisam de sistemas que monitorem as transações e as atividades básicas da organização, como vendas, recebimentos, entradas de dinheiro, folhas de pagamento, decisões de crédito ou fluxo de materiais em uma fábrica. 

Sistemas de processamento de transações (SPTs) fornecem esse tipo de informação. O sistemas de processamento de transações é um sistema computadorizado que realiza e registra as transações rotineiras necessárias ao funcionamento organizacional, tais como o registro de pedidos de venda, sistemas de reserva de hotel, folha de pagamento, manutenção do registro de funcionários e expedição.

O principal objetivo dos sistemas nesse nivel é responder as perguntas de rotina e monitorar o fluxo de transações dentro da organização. “Quantas peças há em estoque?” Para  responder essas perguntas, as informações precisam ser facilmente acessíveis, atualizadas e precisas.

No nivel operacional, tarefas, recursos e metas são predefinidos e altamente estruturados.
Os gerentes precisam de SPTs para monitorar o andamento das operações internas, assim como as relações da empresa com o ambiente externo. OS SPTs também são importantes fontes de informação para outros tipos de sistema.

Contexto Tático

É a execução específica das estratégias, ou seja, a tática precisa tomar decisões se apoiando nas estratégias que foram criadas. Se a alta gerência definiu uma estratégia, a gerencia média se encarrega de usar essa estratégia para definir as táticas.

Sistemas de Informações Gerenciais (SIG)

Designa uma categoria específica de sistemas de informação que atendem aos gerentes de nível médio. Os SIGs proporcionam relatórios sobre o desempenho corrente da organização. Com essa informação é possível monitorar e controlar a empresa, além de prever seu desempenho futuro.

Os SIGs relatam as operações básicas da empresa. Os dados básicos de transações obtidos dos SPTs são comprimidos e comumente apresentados em relatórios produzidos segundo uma programação periódica. 

Os SIGs usualmente atendem aos gerentes interessados em resultados semanais, mensais e anuais, embora alguns deles permitam detalhar os dados em base diária ou horária, se necessário.

Sistemas de apoio à decisão (SAD)

Ajudam os gerentes de nível médio a tomar decisões não usuais. Eles focam problemas únicos e que se alteram com rapidez, para os quais não existe um procedimento de resolução totalmente predefinido. Tentam responder a questões como: qual seria o impacto na programação de produção se dobrássemos as vendas em dezembro?

Embora os SADs usem informações internas obtidas do SPT e do SIG, frequentemente recorrem a informações de fontes externas, tais como o valor corrente das ações ou os preços dos produtos de concorrentes. Esses sistemas usam uma série de modelos para analisar os dados, ou então condensam grandes quantidades de dados em formato que possa ser analisado pelos tomadores de decisão.

Contexto Estratégico

São as decisões gerais tomadas pela alta gerência se baseando em informações de dentro e fora da empresa para definir as diretrizes da empresa.

Sistemas de apoio ao executivo (SAE)

Ajudam a gerencia sênior a tomar decisões. Abordam decisões nao rotineiras que exigem bom-senso e capacidade de avaliação e percepção, uma vez que não existe um procedimento previamente estabelecido para se chegar a uma solução. Eles apresentam gráficos e dados de diversas fontes através de uma interface de manuseio para os gerentes seniors. Muitas vezes as informações são disponibilizadas por meio de um portal que usa interface web para apresentar conteúdo empresarial personalizado e integrado.

São projetados para incorporar dados sobre eventos externos, como novas leis tributarias ou novos concorrentes, mas também adquirem informações resumidas do SIG e do SAD internos.

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011.
  • BAZZOTTI, Cristiane e GARCIA, Elias. A importância do sistema de informação gerencial para tomada de decisões.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Arquitetura de Redes e SI


Redes

Pode-se definir redes de computadores como a associação (interligados por um sub-sistema) de dois ou mais computadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos físicos e lógicos.

As redes de computadores têm como objetivo o compartilhamento de informações e recursos de hardware/software. A conexão é estabelecida através de cabos físicos, lasers, micro-ondas, fibras ópticas e comunicação via satélite. Os meios de comunicação mais comuns atualmente são linhas telefônicas, cabo, satélite ou redes sem fio.

Tipos de Rede

  • LAN (Local Area Network)
    É uma rede local na qual os dispositivos encontram-se no mesmo espaço físico;

  • MAN (Metropolitan Area Network)
    É também uma rede local, porém os dispositivos estão localizados em distâncias maiores que a LAN, tipicamente são construídas de LANs ligadas à vários backbones;

  • WAN (Wide Area Network)
    Esta é mais conhecida como a internet por ser uma grande rede que possui inúmeras sub-redes que podem estar localizadas em qualquer lugar do planeta;
  • CAN (Campus Area Network)
    É uma rede de um campus de faculdade ou as instalações de uma empresa;

  • PAN (Personal Area Network)
    São redes pessoais, uma rede popular padrão é o Bluetooth.

Aplicações de redes e SI

As tecnologias de informação, telecomunicações e redes têm uma importância crescente, junto com os sistemas de informação, e contribuem fortemente para a evolução e sucesso das organizações 

A seguir algumas aplicações:

  • Serviços Financeiros:
    Permitem que usuários possam efetuar transações sem ir ao banco;
  • Correio Eletrônico
    Transferir mensagens entre dois ou mais usuários em uma rede. Com isso os usuários dos serviço podem transferir a informação em forma de texto, imagem ou áudio;
  • Marketing e Vendas
    O profissional de marketing utiliza redes para recolher a analisar dados sore os clientes e os ciclos de desenvolvimento dos produtos. Nas vendas são inclusas as televendas, que utilizam computadores para entrada de pedidos ou um telefone conectado a uma rede de processamento de pedidos e serviços de reserva online para companhia aéreas, hotéis, restaurantes, teatro etc.;
  • Eletrônico de Intercâmbio de Dados (EDI)
    EDI permite que informações de negócios sejam transferidas em o uso de papel;
  • Conferências Online
    Podem ser por voz, texto ou vídeo e permitem a comunicação sem a necessidade das pessoas estarem no mesmo local da reunião

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011.
  • Wikipédia. "Redes de computadores"
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_de_computadores>
    Consultado em 12 de Julho de 2016.