quinta-feira, 7 de julho de 2016

Data Warehouse


Data warehouse
e um banco de dados que armazena dados correntes e históricos de potencial interesse para os tomadores de decisão de toda a empresa.

Os dados originam-se de muitos sistemas operacionais centrais. O data warehouse consolida e padroniza as informações oriundas de diferentes bancos de dados operacionais, de modo que elas possam ser usadas por toda a empresa para análise gerencial e tomada de decisões.

O data warehouse possibilita a análise de grandes volumes de dados, coletados dos sistemas transacionais (OLTP). São as chamadas séries históricas que possibilitam uma melhor análise de eventos passados, oferecendo suporte às tomadas de decisões presentes e a previsão de eventos futuros. Por definição, os dados em um data warehouse não são voláteis, ou seja, eles não mudam, salvo quando é necessário fazer correções de dados previamente carregados. Os dados estão disponíveis somente para leitura e não podem ser alterados.

Vantagens

  • Fornecem ao usuário final a possibilidade de realizar análises de forma mais abrangente e variada.
  • Possibilitam uma visualização dos dados gerais da organização, facilitando a recuperação desses.
  • Possibilitam a transferência dos sistemas operacionais para servidores de baixo custo. 

Desvantagens

  • Desenvolvimento de custos elevados, alto grau de complexidade e tempo de desenvolvimento pode ser alto.

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011.
  • Wikipédia. "Armazém de dados"
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Armaz%C3%A9m_de_dados>
    Consultado em 5 de Julho de 2016.
  • DevMedia. "A Tecnologia de Data Warehouse nas organizações"
    Disponível em <http://www.devmedia.com.br/a-tecnologia-de-data-warehouse-nas-organizacoes/5939#ixzz3ZyFT4Ysa>
    Consultado em 5 de Julho de 2016.

Banco de Dados e SGBD


Banco de Dados

Banco de dados são um conjunto de arquivos relacionados entre si com registros sobre pessoas, lugares ou coisas. São  coleções organizadas de dados que se relacionam de forma a fornecer informações e tornar pesquisas e estudos mais eficientes.

São de vital importância para empresas e há duas décadas se tornaram principal peça dos sistemas de informação. Normalmente existem por vários anos sem alterações em sua estrutura.

Antes do desenvolvimento dos bancos de dados digitais , as empresas usavam grandes arquivos de metal, cheios de arquivos de papel, para armazenar informações referentes à transações, clientes, fornecedores, estoque e funcionários. Os bancos de dados em papel são extremamente ineficientes e caros de manter, muitas vezes contêm dados incorretos, são lentos e dificultam o acesso imediato aos dados. Além disso, são extremamente inflexíveis. Por exemplo, seria dificílimo para um consultório médico com dados em papel combinar seus arquivos sobre prescrições com seus arquivos sobre pacientes, para produzir uma lista de todas as pessoas a quem foi prescrito determinado remédio.

Modelos de bancos de dados

Existem diversos modelos de bancos de dados, entre eles:
  • Modelo plano
    Consiste em matrizes simples, bidimensionais, compostas por elementos de dados: inteiros números reais, etc. Esse modelo plano é a base das planilhas eletrônicas.
  •  Modelo em redeO modelo em rede permite que várias tabelas sejam usadas simultaneamente através do uso de apontadores (ou referências). Algumas colunas contêm apontadores para outras tabelas ao invés de dados. Assim, as tabelas são ligadas por referências, o que pode ser visto como uma rede.
  • Modelo hierárquico O modelo hierárquico é uma variação particular do modelo em rede, limita as relações a uma estrutura semelhante a uma árvore (hierarquia - tronco, galhos), ao invés do modelo mais geral direcionado por grafos.
  • Modelo relacionalConsistem, principalmente de três componentes: uma coleção de estruturas de dados, nomeadamente relações, ou informalmente tabelas; uma coleção dos operadores, a álgebra e o cálculo relacionais; e uma coleção de restrições da integridade, definindo o conjunto consistente de estados de base de dados e de alterações de estados. As restrições de integridade podem ser de quatro tipos: domínio, atributo, relvar (variável relacional) e restrições de base de dados. 

Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD)


Um sistema de gestão de banco de dados (DBMS - database management system) é um software específico usado para criar, armazenar, organizar e acessar dados a partir de um banco de dados.

O primeiro SGBD comercial surgiu no final de 1960 com base nos primitivos sistemas de arquivos disponíveis na época, os quais não controlavam o acesso concorrente por vários usuários ou processos. Os SGBDs evoluíram desses sistemas de arquivos de armazenamento em disco, criando novas estruturas de dados com o objetivo de armazenar informações.

O SGBD livra o programador final da tarefa de entender onde e como os dados estão realmente armazenados, separando as visões lógica e física dos dados. A visão lógica apresenta os dados tais como seriam vistos por usuários ou especialistas da empresa, ao passo que a visão física mostra como eles estão realmente organizados e estruturados nos meios de armazenamento físico, como um disco rígido.

Exemplos de SGBD

  • O Microsoft Access é um SGBD para computadores pessoais
  • O Oracle e Microsoft SQL Servers são SGBDs para grandes mainframes e computadores de médio porte
  • Oracle Database Lite é um SGBD para pequenos dispositivos digitais de mão

Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª. Edição. Pearson, 2011
  • Wikipédia. "Banco de dados"
    Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_dados>
    Consultado em 5 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Cloud Computing, Fog Computing e SI


Cloud Computing

O conceito de computação em nuvem ou cloud computing refere-se à um modelo de computação no qual usuários (empresas e indivíduos) utilizam recursos computacionais e aplicações de software pela Internet. É possível acessar ou armazenar arquivos e executar diversas tarefas online, ou seja, não é necessário a instalação de programas no computador pessoal visto que os dados estão numa rede e não armazenados localmente.

A computação em nuvem é formada por três tipos diferentes de serviços:
  • Infraestrutura em nuvem como serviço:
    Usuários utilizam apenas uma porcentagem de um servidor para rodar seus sistemas de informação. A utilização envolve processamento, armazenamento, redes e outros recursos computacionais que podem ser oferecidos pelo provedor do serviço de nuvem. Os usuários pagam somente pelo montante da capacidade de armazenamento e processamento que realmente utilizam.
    A Amazon, por exemplo, utiliza a capacidade excedente de sua infraestrutura de TI para oferecer uma infraestrutura de TI para serviços de venda baseada no ambiente em nuvem. Isso inclui o serviço Simple Storage Service e o Elastic Computing Cloud.

  • Plataforma em nuvem como serviço:
    Os clientes utilizam a infraestrutura e as ferramentas de programação hospedadas pelo provedor de serviços para desenvolver suas próprias aplicações.

    A IBM possui um serviço chamado Smart Business Application Development & Test para desenvolvimento e teste de softwares em nuvem.
  • Software em nuvem como serviço:
    Os clientes utilizam softwares hospedados pelos fornecedores. Os usuários acessam essas aplicações a partir de um navegador e dados e software são mantidos nos servidores remotos dos provedores.

    Um exemplo de SaaS é o Google Apps que oferece aplicativos online como o Google Docs e uma série de outros softwares online para educação e empresas.

Vantagens

  • Não é necessário ter uma máquina potente, uma vez que tudo é executado em servidores remotos
  • Possibilidade de acessar dados, arquivos e aplicativos a partir de qualquer lugar, bastando uma conexão com a internet
  • De acordo com um relatório do Carbon Disclosure Project, as empresas que aperfeiçoarem as operações para aprimorar o desempenho em TI não só reduzirão os investimentos de capital, mas também diminuirão o consumo de energia e as emissões de carbono. O grupo estimou que, até 2020, as organizações norte-americanas que mudarem para a nuvem poderiam economizar US$12,3 bilhões em custos de energia.

 Desvantagens

  • Como há a necessidade de acessar servidores remotos é primordial que a conexão com a internet seja estável e rápida, principalmente quanto se trada de streaming e jogos.
  • Os dados das nuvens estão sujeitos a ataques de hackers, cria-se a necessidade de investir em mecanismos de defesas.
  • Apesar dos servidores serem estáveis sempre há a possibilidade de falhas,  erros ou até mesmo de "caírem". Caso a nuvem pare de funcionar os dados podem ficar inacessíveis momentaneamente ou serem perdidos.

Fog Computing

Nos próximos anos é esperado o surgimento de novos objetos com capacidade de coletar, trocar informações e interagir com o ambiente de maneira inteligente. Esse grande numero e variedade de dispositivos devem produzir uma enorme quantidade de dados na borda da rede como parte do que está sendo chamada “Internet das coisas”. Para mensurar a quantidade de dados criados por esses dispositivos têm-se como exemplo um motor a jato, segundo a Cisco, este motor pode criar até 10 terabytes de dados sobre o seu desempenho e condição em apenas meia hora.

Transmitir todos esses dados para a nuvem com a finalidade de serem processados e obter uma resposta, devido à certas limitações da computação em nuvem, demandaria um grande consumo de banda e a resposta estaria sujeita à atrasos devido a latência. Por estes motivos as propostas atuais sobre a internet das coisas estão fomentando uma importante mudança de paradigma de um modelo centralizado para um modelo descentralizado.

Esse modelo descentralizado é a “computação em névoa”, um paradigma que estende os serviços de nuvem (armazenamento, processamento, aplicações) para dispositivos concentrados na borda da rede em escala largamente distribuída. Essa concentração na borda da rede significa que o processamento ocorrerá (de maneira total ou parcial) localmente em dispositivos inteligentes.

As principais características da computação em névoa são a sua proximidade  em relação aos usuários finais, a densa distribuição (de dispositivos) geográfica, e seu apoio à mobilidade, uma vez que os serviços estão hospedados na borda da rede ou até mesmo em dispositivos como access points.

Em linhas gerais, “fog computing” centra-se em levar parte da carga de trabalho dos serviços em nuvem para dispositivos com menor poder de processamento, porém mais dispersos, criando assim uma espécie de caminho entre a nuvem e o dispositivo receptor da carga de dados. Funciona como se a nuvem estivesse mais próxima dos usuários e o acesso aos dados acontecesse de maneira mais rápida e satisfatória.

Essa mudança de paradigma oferece vantagens em diversas áreas, reduz a latência e melhora a qualidade de serviço, resultando numa melhor experiência para o usuário.

A Cisco está especialmente interessada em propostas que focam para cenários relacionados à internet das coisas, redes de sensores e análise de dados.

Vantagens

  • Essa mudança de paradigma reduz a latência e melhora a qualidade do serviço resultando numa melhor experiência para o usuário.
  • A mudança de latência é imprescindível para a internet das coisas, aplicações que exigem informações em tempo real (carro sem motorista do Google, por exemplo).
     

 Referências

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P.  Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª Edição. Pearson, 2011.
  • AMOROSO, Danilo. "O que é computação em nuvens?"
    Disponível em <http://www.tecmundo.com.br/computacao-em-nuvem/738-o-que-e-computacao-em-nuvens-.htm>
    Consultado em 01 de Julho de 2016
  • CANTU, Ana. "The History and Future of Cloud Computing"
    Disponível em <http://www.forbes.com/sites/dell/2011/12/20/the-history-and-future-of-cloud-computing/#5a3dd0b73f0a>
    Consultado em 01 de Julho de 2016
  • FROELICH, Andrew. "IoT: Out Of The Cloud & Into The Fog"
    Disponível em <http://www.networkcomputing.com/cloud-infrastructure/iot-out-cloud-fog/345618829>
    Consultado em 01 de Julho de 2016
  • Datacenter Dynamics. "Cisco apresenta Computação em Neblina para Internet das Coisas"
    Disponível em <http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2014/02/cisco-apresenta-computa%C3%A7%C3%A3o-em-neblina-para-internet-das-coisas>
    Consultado em 01 de Julho de 2016
  • COSTA, Anderson <Cloud computing? A moda agora é fog computing!>
    Disponível em <http://movebla.com/3001/fog-cloud-computing/>
    Consultado em 01 de Julho de 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estudo de caso - Restaurante - Parte II (Software)

Os pedidos são feitos por meio de um aplicativo cardápio, no qual o cliente escolhe o pedido e as maneiras do prato ser servido (bem passado, mal passado, ao ponto, escolher adicionais ou retirar ingredientes) e também recebe notificação quando o pedido está pronto.



Ao confirmar o pedido com um clique na tela do aplicativo o sistema se encarrega de distribuir os itens pedidos a cada umas das áreas do restaurante como citado na seção anterior.


Após terminar o preparo do pedido os cozinheiros marcam no aplicativo que o prato está pronto e uma notificação é enviada para o cliente. 

No aplicativo também é possível avaliar os pratos, fazer comentários e compartilhamentos nas redes sociais. 



O sistema além de agilizar o atendimento é muito importante para a parte administrativa do restaurante. Dispensa o uso de mão de obra fazendo com que os gastos sejam reduzidos. Já que o sistema emite relatórios como o de itens mais vendidos e cada venda realizada é atualizado o estoque auxiliando no planejamento de compras da forma mais eficiente possível.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Estudo de caso - Restaurante - Parte I (Hardware)

Cansado das reclamações sobre a demora no atendimento e da conduta de alguns funcionários o dono de um restaurante decidiu entrar em contato com uma empresa que fornece serviços de TI para automatizar o seu negócio.

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Trata-se de um sistema de atendimento eletrônico no qual o cliente realiza o  pedido direto do próprio smartphone ou por tablets que estão disponíveis em diversas mesas do restaurante. 

Por meio de uma rede sem fio (que conecta computadores e outros periféricos) os pedidos feitos pelos clientes são enviados para o servidor do restaurante que faz a o processamento e  distribuição para os monitores localizados na cozinha, na pizzaria e no bar. As equipes visualizam nos monitores as tarefas destinadas a elas e iniciam o preparo. 

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A função de servir as mesas  foi destinada à garçons robôs que possuem em seu sistema um mapa interno do restaurante com a disposição das mesas.

O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão  ou serviços de pagamento online.

Após a automatização a administração do restaurante alcançou  uma redução de custos, uma melhor noção do padrão de consumo dos clientes devido aos diversos relatório gerados, acompanhado também da melhoria no atendimento.




sexta-feira, 17 de junho de 2016

O que é um sistema de informação?

Para definir o que é sistema de informação é importante que os conceitos sistema e informação sejam conhecidos previamente.

Sistema:

 

Um sistema é um conjunto de elementos interdependentes e organizados de modo que estes elementos trabalhem juntos rumo a um objetivo comum. 

Por exemplo o sistema respiratório, é um conjunto de órgãos (elementos interdependentes que trabalham juntos)  responsáveis pela troca gasosa entre o organismo dos animais e o meio ambiente, possibilitando assim a respiração celular (objetivo comum).

Um sistema possui três funções básicas que estão constantemente em interação:

Entrada: Captação de elementos que entram no sistema.

Processamento: Processos de manipulações que transformam os insumos (entrada) em produto.

Saída: Transferência dos elementos produzidos até o seu destino final.

Figura 1. Esquema demonstrativo das três funções básicas de um sistema.

Há dois conceitos adicionais presentes em alguns sistemas chamados feedback e controle.

O feedback  é o retorno de dados sobre o desempenho do sistema. O controle consiste na monitoração e avaliação do feedback para determinar se o sistema está funcionando de maneira esperada. 

Informação:

 

Informação é um conjunto de dados analisados e apresentados de forma significativa para os indivíduos.

Sistemas de Informação:

 

Um sistema de informação (SI)  pode ser definido como um conjunto de componentes inter-relacionados  que coletam (entrada), processam, armazenam (processamento) e distribuem (saída) informações.

A entrada representa a captura de dados brutos de dentro da organização, o processamento converte esses dados brutos em uma forma mais significativa (informação), e a saída transfere as informações processadas às pessoas ou atividades que as utilizarão.
 

As ações supracitadas auxiliam os gestores na tomada de decisões, no controle e coordenação da organização, na análise de problemas e na criação de novos produtos ou serviços.
 
Figura 2.Três atividades básicas produzem as informações que as organizações necessitam.
Fatores ambientais como clientes, fornecedores, concorrentes, acionistas e agências interagem com a organização e seus sistemas de informação

Os SIs requerem um feedback dos membros da organização para auxiliar na avaliação ou correção do estágio de entrada.

Referências:

  • LAUDON, K. C e LAUDON, J. P.  Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª Edição. Pearson, 2011.
  • RIBEIRO, Krukemberghe Divino Fonseca. Sistema Respiratório; Brasil Escola.
    Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm>
    Consultado em 17 de Junho de 2016.
  • DAMASCO, Miguel. Fundamentos de Sistemas de Informação
    Disponível em <http://www.profdamasco.site.br.com/ApostilaFundamentosSI.pdf>
    Consultado em 17 de Junho de 2016.