Cloud Computing
O conceito de computação em nuvem ou cloud computing refere-se à um modelo de computação no qual usuários (empresas e indivíduos) utilizam recursos computacionais e aplicações de software pela Internet. É possível acessar ou armazenar arquivos e executar diversas tarefas online, ou seja, não é necessário a instalação de programas no computador pessoal visto que os dados estão numa rede e não armazenados localmente.
A computação em nuvem é formada por três tipos diferentes de serviços:
- Infraestrutura em nuvem como serviço:
Usuários utilizam apenas uma
porcentagem de um servidor para rodar seus sistemas de informação. A
utilização envolve processamento, armazenamento, redes e outros recursos
computacionais que podem ser oferecidos pelo provedor do serviço de
nuvem. Os usuários pagam somente pelo montante da capacidade de
armazenamento e processamento que realmente utilizam.
A Amazon, por exemplo, utiliza a capacidade excedente de sua infraestrutura de TI para oferecer uma infraestrutura de TI para serviços de venda baseada no ambiente em nuvem. Isso inclui o serviço Simple Storage Service e o Elastic Computing Cloud.
- Plataforma em nuvem como serviço:
Os clientes utilizam a infraestrutura e as ferramentas de programação hospedadas pelo provedor de serviços para desenvolver suas próprias aplicações.
A IBM possui um serviço chamado Smart Business Application Development & Test para desenvolvimento e teste de softwares em nuvem.
- Software em nuvem como serviço:
Os clientes utilizam softwares hospedados pelos fornecedores. Os usuários acessam essas aplicações a partir de um navegador e dados e software são mantidos nos servidores remotos dos provedores.
Um exemplo de SaaS é o Google Apps que oferece aplicativos online como o Google Docs e uma série de outros softwares online para educação e empresas.
Vantagens
- Não é necessário ter uma máquina potente, uma vez que tudo é executado em servidores remotos
- Possibilidade de acessar dados, arquivos e aplicativos a partir de qualquer lugar, bastando uma conexão com a internet
De acordo com um relatório do Carbon Disclosure Project, as empresas que aperfeiçoarem as operações para aprimorar o desempenho em TI não só reduzirão os investimentos de capital, mas também diminuirão o consumo de energia e as emissões de carbono. O grupo estimou que, até 2020, as organizações norte-americanas que mudarem para a nuvem poderiam economizar US$12,3 bilhões em custos de energia.
Desvantagens
- Como há a necessidade de acessar servidores remotos é primordial que a conexão com a internet seja estável e rápida, principalmente quanto se trada de streaming e jogos.
- Os dados das nuvens estão sujeitos a ataques de hackers, cria-se a necessidade de investir em mecanismos de defesas.
- Apesar dos servidores serem estáveis sempre há a possibilidade de falhas, erros ou até mesmo de "caírem". Caso a nuvem pare de funcionar os dados podem ficar inacessíveis momentaneamente ou serem perdidos.
Fog Computing
Nos próximos anos é esperado o surgimento de novos objetos com capacidade de coletar, trocar informações e interagir com o ambiente de maneira inteligente. Esse grande numero e variedade de dispositivos devem produzir uma enorme quantidade de dados na borda da rede como parte do que está sendo chamada “Internet das coisas”. Para mensurar a quantidade de dados criados por esses dispositivos têm-se como exemplo um motor a jato, segundo a Cisco, este motor pode criar até 10 terabytes de dados sobre o seu desempenho e condição em apenas meia hora.
Transmitir todos esses dados para a nuvem com a finalidade de serem processados e obter uma resposta, devido à certas limitações da computação em nuvem, demandaria um grande consumo de banda e a resposta estaria sujeita à atrasos devido a latência. Por estes motivos as propostas atuais sobre a internet das coisas estão fomentando uma importante mudança de paradigma de um modelo centralizado para um modelo descentralizado.
Esse modelo descentralizado é a “computação em névoa”, um paradigma que estende os serviços de nuvem (armazenamento, processamento, aplicações) para dispositivos concentrados na borda da rede em escala largamente distribuída. Essa concentração na borda da rede significa que o processamento ocorrerá (de maneira total ou parcial) localmente em dispositivos inteligentes.
As principais características da computação em névoa são a sua proximidade em relação aos usuários finais, a densa distribuição (de dispositivos) geográfica, e seu apoio à mobilidade, uma vez que os serviços estão hospedados na borda da rede ou até mesmo em dispositivos como access points.
Em linhas gerais, “fog computing” centra-se em levar parte da carga de trabalho dos serviços em nuvem para dispositivos com menor poder de processamento, porém mais dispersos, criando assim uma espécie de caminho entre a nuvem e o dispositivo receptor da carga de dados. Funciona como se a nuvem estivesse mais próxima dos usuários e o acesso aos dados acontecesse de maneira mais rápida e satisfatória.
Essa mudança de paradigma oferece vantagens em diversas áreas, reduz a latência e melhora a qualidade de serviço, resultando numa melhor experiência para o usuário.
A Cisco está especialmente interessada em propostas que focam para cenários relacionados à internet das coisas, redes de sensores e análise de dados.
Vantagens
- Essa mudança de paradigma reduz a latência e melhora a qualidade do serviço resultando numa melhor experiência para o usuário.
- A mudança de latência é imprescindível para a internet das coisas, aplicações que exigem informações em tempo real (carro sem motorista do Google, por exemplo).
Referências
- LAUDON, K. C e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação Gerenciais. 9ª Edição. Pearson, 2011.
- AMOROSO, Danilo. "O que é computação em nuvens?"
Disponível em <http://www.tecmundo.com.br/computacao-em-nuvem/738-o-que-e-computacao-em-nuvens-.htm>
Consultado em 01 de Julho de 2016
- CANTU, Ana. "The History and Future of Cloud Computing"
Disponível em <http://www.forbes.com/sites/dell/2011/12/20/the-history-and-future-of-cloud-computing/#5a3dd0b73f0a>
Consultado em 01 de Julho de 2016
- FROELICH, Andrew. "IoT: Out Of The Cloud & Into The Fog"
Disponível em <http://www.networkcomputing.com/cloud-infrastructure/iot-out-cloud-fog/345618829>
Consultado em 01 de Julho de 2016
- Datacenter Dynamics. "Cisco apresenta Computação em Neblina para Internet das Coisas"
Disponível em <http://www.datacenterdynamics.com.br/focus/archive/2014/02/cisco-apresenta-computa%C3%A7%C3%A3o-em-neblina-para-internet-das-coisas>
Consultado em 01 de Julho de 2016
- COSTA, Anderson <Cloud computing? A moda agora é fog computing!>
Disponível em <http://movebla.com/3001/fog-cloud-computing/>
Consultado em 01 de Julho de 2016